{"url":"https://anthologiagraeca.org/api/descriptions/1922/?format=json","language":{"code":"por","iso_name":"Portuguese","url":"https://anthologiagraeca.org/api/languages/por/?format=json"},"created_at":"2022-09-14T18:59:33.377485Z","updated_at":"2022-09-14T18:59:33.377485Z","description":"Há ironia no epigrama?\r\nAcredito que seja uma leitura possível a partir da comparação com o epigrama anterior. Em 5.18, Rufino associa a pele exalar perfume (« χρὼς ἀπόδωδε μύρου ») como uma característica negativa das mulheres altivas e a pele limpa (« χρὼς ἴδιος ») como um elemento positivo das escravas. Ora, em 5.19, o perfume da maquiagem (« γύψου χρίματα ») e o vigor do batom vermelho (« φύκους ἄνθος ἐπεισόδιον ») são elementos positivos, enquanto a pele limpa (« ἀδόλου χροὸς ») dos garotos é algo desinteressante. Além disso, o dístico final também me possibilita essa leitura. Afinal, a partir do momento em que o objeto de desejo deixou de ser garotos e virou mulheres, a floresta do monte Erimanto alimentará ( «  βοσκήσει ») os golfinhos e as ondas do mar alimentarão os cervos."}